O objetivo deste blog é divulgar e expandir os ensinamentos das tradições orientais, voltados especificamente para a prática da Ayurveda e da Yoga como caminhos de desenvolvimento pessoal e mudanças integrais.

Farei dele um singelo roteiro deste mundo, e espero que cada leitor que passar por aqui possa encontrar algo que ressoe em sua experiência.

Bem-vindos, Namastê!


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domingo, 3 de junho de 2012

Elemento terra - O fechamento de um ciclo



Olá leitor, amigo, paciente! Parece clichê, mas como os clichês costumam nos expressar muito bem, sigo sem receio: sua presença é MUITO importante aqui! 

Espero que me acompanhe na última parte da jornada que transcorreu os PANCHA MAHABUTAS: Os Cinco Grandes Elementos!
[Em sânscrito: Pancha, “cinco”; Maha, “grande” e Butas, “elementos”].

Neste último passo, chegamos não somente ao fim de um ciclo, mas igualmente presenciamos o ápice das transformações dos elementos primordiais. A terra é o cume do processo que alcança a solidez, e representa a condensação última de todos os seus precedentes.
Na cosmogenética dos Pacha Mahabutas um elemento dá origem ao outro, em uma série de mudanças que nas quais as características de um dão esteio às características do próximo.
A terra é, então, o fim deste processo de cinco partes, mas não estanca em si as possibilidades da natureza. Veremos, na próxima vez, como os Pancha Mahabutas se combinam para causar as sutilezas e complexidades no corpo humano e em toda a vida.

A terra é agente de toda substância sólida ou pesada em nosso corpo. É ela quem dá consistência, firmeza, força e rigidez. Não há vida que se estabilize sem que inclua em si a terra de forma próspera.
Nossos músculos, dentes, tendões, cabelo, pele - e muitas outras partes! - são filhos da terra, e são aqueles que mantém nossa forma de maneira mais definida e segura. A ausência deste elemento pode provocar fraqueza e instabilidade excessivas, motivando uma falta de suporte e resguardo, levando à possíveis desordens imunológicas. Procuramos, na vida, locais sólidos nos quais possamos morar e nos manter, e carecer de terra através da alimentação ou dos hábitos é como abrir mão de um aporte.

Sendo também o elemento responsável pelo sentimento de apego, estando em proporção excessiva, como manter o equilíbrio entre proporcionar-se segurança e não estagnar-se em uma rígida zona de conforto?

A busca pela descoberta é justamente a resposta. O caminhar é aquele que mostrará, em experiências, que o equilíbrio existe, pé ante pé, em movimento. E a Ayurveda é a importante ferramenta que propulsiona esse processo, buscando abarcar a equanimidade da vida em todos os seus aspectos, visando um ponto que mantenha o desafio mas, igualmente, proporcione ao indivíduo a capacidade de enfrenta-lo.

O excesso de terra, portanto, traz todos os sintomas de letargia e passividade: cansaço, desmotivação, excesso de peso, muco, toxinas... Em sua densidade, a terra pode tanto erigir uma linda construção, quanto soterrar os movimentos. Em boa proporção, assim como todos os outros elementos, ela provê saúde, bem-estar e felicidade.

A partir de todos esses temas que abordamos nos Pancha Mahabutas nos preparamos para desenvolver melhor aquilo que vamos conversar no próximo encontro: Os Doshas - A tríade ayurvédica da natureza que nos orienta na direção do equilíbrio.

Os doshas compõe natureza, corpos, emoções, aromas, sabores...
Mas esse é outro universo... E nos lançaremos a ele em breve! Vem comigo!

Até a próxima!



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Cinco Elementos: O Ar

Olá! Sejam bem-vindos novamente!

Hoje vamos tentar compreender em que o elemento ar nos justifica, e como podemos reconhecê-lo em nós e ao nosso redor.

Falamos anteriormente em como diferenciá-lo do espaço. São elementos um tanto quanto distintos, mas podem se confundir apenas pela dificuldade que encontramos inicialmente ao penetrar o universo da Ayurveda.

Para facilitar o pensamento, podemos entender por ar algo mais denso, mais ‘visível’. Os movimentos do vento, o ar que puxamos com força, os gases do corpo que desenvolvem transformações. Objetivamente, é difícil compreender tal diferença, mas podemos recorrer àquilo que experimentamos, e então lembrar as diferentes nuances que nossas experiências nos conferem à respeito do peso do ar. Ora é mais leve, ora mais pesado, ora quase imperceptível, ora estrondoso...

Os sábios ayurvédicos denominam como prana o ar vital. Aquele ar que é conscientemente inspirado, o ar realmente nutritivo. A sutileza do prana é melhor compreendida quando experiênciada do que quando explicada. Respire levemente, e notará que sua percepçao se aguça pela serenidade. A rapidez e dureza com que usualmente lidamos com o mundo nos deixa menos atentos, dá-nos olhos para ver somente o rude, o bruto, o forte e marcante. Toda a natureza suave se perde quando esse movimento predomina. Ambos estes modos de experimentar são necessários à vida, e podem apenas ser considerados restritivos quando são incapazes de alternar-se saudavelmente.

Passamos a maior parte do tempo inconscientes daquilo que está e sempre esteve bem debaixo do nosso nariz: nossa respiração!As práticas de meditação e pranayamas nos tornam mais aptos a perceber esse movimento, que está intimamente ligado às nossas emoções e estados mentais.


E o que são exatamente os pranayamas?

Prana, como falamos, significa ar vital, e yamas são caminhos. Portanto, pranayamas são exercícios respiratórios que nos ajudam a reordenar os caminhos de nossos ares vitais. Como esses elementos são sutis e estão sempre em movimento, são facilmente desequilibrados. Repetindo seus trajetos por caminhos inadequados, sentimos falta de ar, cansaço excessivo, insônia, agitação mental e etc... Os exercícios servem como instrumentos para inciar uma educação da respiração, que toma um lugar de conforto após um tempo de prática, ajudando o organismo a recuperar sua saúde.

Eles também tem a finalidade de limpar as vias aéres do acúmulo de muco, que contribui para o cansaço e letargia.

Há muitas outras funções que são regidas pelos ares, mas falaremos mais delas adiante, quando tivermos entendido o restante dos cinco elementos e conseguirmos pensar sua atuação conjunta e dirigida em nosso corpo.

Até breve, tenha uma boa semana!